Editoriais de comida

Se a moda busca explorar o seu lado conceitual em editoriais, a gastronomia também pode muito bem tirar proveito disso. Um exemplo é o trabalho do talentoso "food and prop stylist" alemão Dietlind Wolf. Para quem não é familiar com o termo, um "prop stylist" seria alguém responsável por organizar e decorar cenas ou ambientes, então toda vez que você ver alguma foto bem elaborada de algum objeto ou espaço - um anúncio de uma coleção de louças em uma revista, por exemplo - saiba que além do fotógrafo, existe um “decorador de cenas”, assim digamos, e toda uma equipe por trás disso. Mas, voltando ao que interessa, Wolf é responsável por editoriais de comida super originais e criativos, dá só uma olhada nas imagens abaixo. Vale também espiar o blog do próprio autor, com várias outras criações de encantar os olhos e dar água na boca!

(via Trendland)

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Timebox: o que rola pelo mundo

Para todos aqueles que sempre quiseram saber o que acontece pelo mundo sem precisar de horas e mais horas de pesquisa aí vai uma dica de ouro: Timebox, uma agenda/calendário cultural virtual lançado pela Box1824, que divulga uma série de eventos de arte, design, moda, cinema, música, tecnologia e afins que estão para acontecer em todo o mundo. Vai viajar e quer saber o que rola na Alemanha ou no Japão? O Timebox é ideal para quer saber onde e quando ir! #ficadica

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Design para crianças

Nomeada como a melhor mobília para crianças de 2011 pela revista americana Family Living, a Little Red Stuga, criada pelos designers Kasper Medin e Ulrika Engberg, dá um show com a sua coleção de pufes, tapetes, almofadas e brinquedos cheios de design, pensados especialmente nos pequenos.

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Ilustrações hipster

Quando vi essas ilustrações no Trapo.com.br fiquei louca da vida para descobrir o autor. Graças ao maravilhoso Google Image Search fiquei sabendo que as artes um tanto quanto debochadas pertencem ao chileno Fab Ciraolo. Como dá para perceber pelas imagens, ele fez montagens utilizando ícones de desenhos animados dos anos 80 (e outras figuras também)  acrescentando filtros em tons pastel (remetendo ao vintage) e novos figurinos aos personagens, além de várias estampas florais e glitters ao fundo. Seria uma releitura dos nossos heróis do passado brincando com a estética hipster de hoje? Ou quem sabe uma espécie de crítica? Questionamentos à parte, a ideia é com certeza muito divertida e inspiradora. Vale (e muito) conferir outros trabalhos na galeria do ilustrador.

 (por Claudia Bär para Fresta)

Claudia Bär

Designer, trabalha por trás dos teclados da Fresta. Sonha em nadar ao lado de um tubarão baleia, vaga entre ilustração e fotografia, cat lover, genuine fake.

Aaah, que bem bolado. Não sei se existe uma crítica, mas a releitura ficou ótima!
Obe_dessa!
visitante
03.10.2011 às 21:06
Acho que a "crítica" existe no sentido de sobrecarregar as imagens com esses elementos da "estética hipster", é como se esses heróis voltassem a ser moderninhos novamente. ;)
Cláudia Bär
Fresta
03.10.2011 às 21:25
Isso é verdade! :)
Obe_dessa!
visitante
06.10.2011 às 15:05
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Renato Imbroisi apresenta mostra Desenho de Fibra

Há mais de 20 anos o designer Renato Imbroisi se dedica ao universo têxtil, produzindo peças em parceria com artesãos de todas as regiões do Brasil, sempre buscando destacar a identidade cultural de cada uma delas, além de abordar princípios da sustentabilidade e da inclusão social em seus projetos. Bordados, crochês, rendas e tecelagem compõe os 150 trabalhos da mostra "Desenho de Fibra" que estará exposta na Casa - Museu do Objeto Brasileiro, em São Paulo, até o dia 18 de novembro. Não dá para perder! 

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Femke Hiemstra e a nova arte gótica

O trabalho da ilustradora Femke Hiemstra pode ser encaixado naquilo que alguns chamam de "new gothic art": temas bizarros, cores escuras, personagens fofinhos e ao mesmo tempo assustadores compõe um mundo de fantasia obscuro e ainda assim encantador. Dá só uma olhada nessas capas de livro fictícios que a garota desenhou, simplesmente incríveis!

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Conciliando extremos

O Formafantasma é um estúdio irlandes de design conhecido por combinar diferentes materiais em seus projetos, sempre com um apelo ecológico. Dessa vez o estúdio atacou com três projetos. O primeiro, Botanica, é inspirado na antiga ciência de identificar plantas mecidinais, venenosas e comestíveis. Foi aí que o estúdio se baseou para investigar polímeros naturais extraídos de plantas ou extraídos de animais e obter resinas que permitem a obtenção de formas orgânicas e texturas surreais, como se o objeto tivesse emergido da terra. O segundo, Domestica, resultou da investigação do artesanato rural, como a tradicional arte de tecer cestos, por exemplo. O resultado é uma cadeira que lembra um abrigo, transparecendo a cultura rural na vida contemporânea. O terceiro e último sugiu de uma parceria com a empresa de tapetes italiana Nodus, resultando em uma séria de tapetes com figuras de aves bordadas utilizando processos tradicionais de tapeçaria. Já deu para perceber que o estúdio busca conciliar extremos, né? Um trabalho inusitado e com certeza muito inspirador.

(via Yatzer

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Ilustrações infantis vintage

Para relembrar os bons velhos tempos, tempos que talvez nem foram nossos, decidimos fazer uma seleção de imagens de ilustrações infantis vintage, a maioria de livros voltados para esse público. É bem provável que alguma delas lhe pareça familiar, afinal o estilo é bem característico, do contrário, chame seus pais ou avós para virem na frente do monitor e compartilhem juntos esse momento saudoso.

Tenho medo de confessar isso, mas acho coisas infantis vintage meio macabras. :S sabe-se lá porquê
Andy Matte
visitante
14.10.2011 às 04:49
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Quiet, please

Em 2007, a estilista Andreia Passos e o designer Luiz Wachelke resolveram unir forças e criar a Vish!, uma marca fresca e moderna, com peças que podem ser utilizadas nas mais diversas ocasiões. Hoje, a Vish! está presente em diversos pontos de venda do Brasil, em lojas como a Endossa em São Paulo e em Curitiba, e a Varal em Florianópolis, além de dois pontos de venda na Inglaterra e um showroom na Espanha. Aliás, ficamos sabendo que em breve a marca estará presente na Cartel 011, em São Paulo, e que também acabou de chegar na Pandorga, em Porto Alegre.
Em junho desse ano, a dupla apresentou sua mais nova coleção na primeira edição do Sul Fashion Week, "Quiet, please", que realmente nos deixou sem palavras. As estampas de maxi poá, correntes e listrados, os vestidos, as saias longas e as camisas com uma releitura das clássicas golas prometem invadir nossos guarda-roupas. É por isso que decidimos bater um papo com a Andreia para saber um pouco mais sobre a marca e o conceito da nova coleção.

Fresta: A cada coleção, a Vish! se inspira em algum tema para a criação das peças. A coleção passada, "Bleu, Blanc, Rouge", por exemplo, foi baseada nessas três cores e também no lema francês "Liberté, Egalité, Fraternité". Dessa vez vocês surgiram com uma nova proposta e também com peças mais elaboradas. As estampas cobrem todo o tecido e, mais uma vez, apenas algumas cores (azul, preto e rosa, basicamente). Quais foram as principais inspirações para a nova coleção?

Vish!: A coleção “Quiet Please” surgiu do desejo de transportar os desenhos e ilustrações - tão caracteríscos da marca em estampas localizadas - para o tecido corrido. Durante a nossa pesquisa, entramos em contato com uma vanguarda artística do início do século XX, a Wiener Werkstätte, que tinha como princípio tornar a arte e a beleza acessível a todos através de móveis, objetos e estampas. O foco da Oficina Vienense na estamparia de tecidos e na valorização do trabalho do artesão encaixou perfeitamente com a filosofia da Vish! de ter um cuidado especial no traço à mão e no artsy.
Para entender melhor o universo da Wiener Werkstätte, mergulhamos numa pesquisa minuciosa, que buscava um novo ponto de partida para esse trabalho. A observação de conteúdo e imagens para essa coleção foi toda realizada em bibliotecas, o que resultou numa gama de referências do imaginário coletivo desses lugares – assim, o cenário da pesquisa acabou nos rendendo outro forte elemento de inspiração para a “Quiet Please”.
Construímos essa coleção misturando essas duas referências - associando os princípios da Wiener Werkstätte com os cenários da biblioteca. O listrado é formado por monogramas que lembram os selos dos artesãos vienenses, os óculos da bibliotecária revivem a clássica estampa de correntes, o chão de tacos da biblioteca ganha uma pincelada manual propositalmente ingênua, a estampa floral faz referência à técnica de pochoir.

F.: Por falar em peças elaboradas, nas últimas coleções, nós percebemos que a Vish! passou a investir na alfaiataria, adotando camisas, calças, saias e shorts que lembram a modelagem clássica, deixando de ser apenas mais uma marca com “camisetas legais”. De onde veio essa mudança? Vocês acham que a marca se tornou mais madura ou o público está procurando inspiração nos velhos tempos para se vestir?

V.: Uma das nossas preocupações, enquanto diretores criativos, é sempre apresentar uma proposta nova e fresh a cada coleção. Procuramos construir o DNA da Vish! em cima de coisas que acreditamos como o artsy, o desenho à mão e o fresh. Com essas características bem resolvidas em uma coleção, o céu é o limite, hehe!
Nunca tivemos receio de mudança e a ideia de arriscar em outras peças além da camiseta, era um desejo antigo que foi amadurecendo aos poucos. Acredito que essa transição seja um amadurecimento natural e positivo pra marca. Claro que também existe uma tendência forte aí, um inconsciente coletivo em querer vestir roupas mais elaboradas, com certa nostalgia e caráter exclusivo. Mas essa transição partiu principalmente do nosso amadurecimento enquanto dupla criativa e do friozinho na barriga proposto por um novo desfio!

F.: De Santa Catarina para o mundo, quais são as perspectivas da marca? Vocês desejam conquistar mais espaço no mercado internacional e quem sabe um dia se tornarem uma referência na moda brasileira? Aliás, no que vocês acham que a Vish! se diferencia? O que é que a Vish! tem?

V.: Temos um flerte antigo com o mercado internacional! Desde o começo sentimos esse interesse. Trabalhamos com pontos de venda na Inglaterra, um showroom na Espanha e fomos convidados várias vezes para participar da feira de street wear Bread & Butter Berlin.
Para essa nova coleção as oportunidades internacionais continuam se abrindo. Vamos ter um novo ponto de venda em Madri, na Espanha, e também fomos escolhidos para participar de livro que vai reunir uma compilação das melhores marcas de streer wear de todo o mundo.É muito gratificante ver todo esse interesse do mercado internacional. Apesar de ainda estarmos bastante focados em crescer dentro do Brasil, é bom perceber que temos aceitação em outros países.
Acho que isso tem a ver um pouco com a nossa formação e com os nossos interesses. Como eu e o Luiz moramos muito tempo fora, acabamos incorporando um pouco várias referências culturais – e essa união de repertórios agrega muito à marca. Temos um interesse em comum pela moda, mas nos permitimos passear por várias outras referências e unir isso tudo na Vish!. O Luiz, por exemplo, é fã de cultura pop – de super-heróis de quadrinhos a séries de TV. Já eu sou louca por filmes antigos e leitora compulsiva. Acredito que a união desses dois backgrounds é responsável pela imagem que a Vish! construiu hoje. Nossos repertórios acabam refletidos na marca e, dessa maneira, conseguimos consolidar um trabalho autoral, mas de fácil aceitação. No final, acho que o que a Vish! tem é a nossa paixão por um lifestyle criativo traduzida em forma de coleção!
 
(por Claudia Bär para Fresta)

Claudia Bär

Designer, trabalha por trás dos teclados da Fresta. Sonha em nadar ao lado de um tubarão baleia, vaga entre ilustração e fotografia, cat lover, genuine fake.

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Sapatos customizáveis e ecofriendly

Priscilla Callegari é a designer por trás da Ciao Mao, uma marca de sapatos femininos customizáveis e amigos da natureza. Cada par vem com uma série de acessórios que a pessoa pode utilizar da maneira como quiser. Além disso, a designer utliza matérias-primas ecológicas de alta qualidade em suas criações, como o couro cromo-free, que não deixa resíduos no meio ambiente, e a sola reciclável de latex e retalhos de borracha. É claro que toda essa criatividade e cuidado na produção fez com que os sapatos recebessem vários prêmios de design (entre eles o internacional IDEA) e até uma exposição no MASP. Sucesso absoluto!

(via Revista Design

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