Marina Speranza (arquivo)
Ama internet, pesquisas, literatura, design, viagens, psicologia. Misturou tudo isso e criou a Fresta.
8 livros que mudaram algo na minha vida
Feriado de Carnaval, eu aqui sentindo as contrações de um parto que não vem, e pra piorar, em abstinência de leitura. Há dias não acho um livro que me anime em nenhuma livraria da cidade. Fui quase até o fim do novo do Umberto Eco sem nenhuma empolgação, abri pela milésima vez Vida de Escritor, do Gay Talese, peguei outro, outro e nada de algo que siga adiante. Insisto mais um pouco na Vida do Keith Richards, mas simplesmente não é o momento.
Na falta do que fazer, resolvo criar uma listinha com os livros que mais tocaram a minha vida. Lembrei da época que eu tinha uma coluna sobre livros no Jornal da Lagoa e me empolguei. E não é que as pessoas gostavam de dicas? Então aí vai:
1. O Mundo Pós-Aniversário, da Lionel Shriver. Essa autora constrói personagens incríveis, que a gente ama e odeia, que se identifica e chega a sentir raiva de tudo o que é humano. Este livro, em particular, tem uma coisa que gosto muito, que é o desenvolvimento de duas histórias paralelas a partir de uma determinada escolha da personagem. Em um momento, a protagonista sente vontade de dar um beijo em um cara, traindo o marido. E aí acompanhamos as duas vidas possíveis com as decisões dela: com beijo e sem beijo. E nada de happy end superficial. As duas situações são fortes e muito verdadeiras.
2. Como me tornei estúpido, do Martin Page. Quem nunca pensou que a ignorância pode ser aliviante? Quem nunca quis tomar uns remedinhos e parar de pensar, noiar e buscar a explicação pra tudo? Um livrinho fino, curto e muito especial. Gostei demais do humor do cara.
3. Quando Nietzsche Chorou, do Irvin Yalom. Ok, é um best seller, mas perdi o preconceito. Como aprendiz apaixonada pela psicanálise, adorei o jeito que o autor inventou de explicar conceitos, envolvendo demais os personagens e o leitor. Foi daqueles livros que risquei muitas e muitas partes, identificando vários comportamentos e sentimentos. Aliás, ele também vem com a questão das escolhas: sempre que optamos por algo, estamos abrindo mão da outra opção.
4. Maus, do Art Spiegelman. É uma história em quadrinhos totalmente diferente. Não só porque conta detalhes sobre a segunda guerra e mostra o funcionamento dos campos de concentração, mas porque envolve de um jeito incrível. No fim, fica a pergunta: como as pessoas deixaram aquilo acontecer?
5. História da Riqueza do Homem, do Leo Huberman. Li na adolescência, e foi esclarecedor. Aprendi um pouco de economia, política, história do mundo, e, claro, seres humanos. Uma boa base, um livro gostoso de ler.
6. Nelson Rodrigues. Não posso citar um livro, gosto do conjunto, mas tenho uma queda especial pelos romances, que envolvem mais. O texto é gostoso, o bizarro está sempre presente, a surpresa está logo ali.
7. Milan Kundera. Li um, outro, no fim li todos os livros do cara. Gosto dos insights, dos questionamentos sobre a imortalidade, a fama, o amor. Acho interessante ele ser tcheco, ter uma história muito forte, mas recusar que o leitor conheça a fundo a sua história. Ao mesmo tempo em que ele algumas vezes aparece como personagem de seus romances, acredita que um livro não deve ser vinculado à história real do seu autor. Na minha opinião, A Insustentável Leveza de Ser tá longe de ser o melhor.
8. O Drama da Criança bem Dotada, da Alice Miller. Ok, aqui peguei pesado na psicologice. Mas mudou a minha vida, e de mais alguns amigos que leram. Quem já teve a sensação de estar vivendo pra agradar o outro? Seja os pais ou o marido, os amigos, o chefe ou um passante qualquer, muitas vezes precisamos da admiração do outro, e nem percebemos que não sabemos o que queremos de verdade. É um mergulho na infância, em verdades doloridas. Não é auto-ajuda, é psicologia intensa. Dói, mas adoro!
E aí, alguém a fim de compartilhar os seus? Ando precisando de umas dicas...
Finais trágicos
"Os finais felizes sempre fazem parar o pensamento". Lembrei dessa frase do Rubem Alves (no livro Cenas da Vida) agora que vi este ensaio do fotógrafo Thomas Czarnecki com finais trágicos para as heroínas dos contos de fadas. Gostei muito, assim como gosto da pergunta: que acontece depois do felizes para sempre?
Dicas de viagem: Nova York
Faz tempo que não damos umas dicas de viagem por aqui, né? Agora, depois de uma volta por Berlim, Copenhagen, Buenos Aires e Paris, é a vez de Nova York.
Pra ficar, uma dica de hotel barato, bonitinho e bem central (51st street): The Pod.
Imperdível: Espetáculo off Broadway Fuerza Bruta, do grupo argentino De La Guarda. É um show que acontece acima das nossas cabeças.
Importantíssimo: diferente dos metrôs pelo mundo, o de Nova York tem um sistema próprio que parece bem complicadinho a princípio, mas aos poucos você vai pegando a manha. Pra entender, vale muito a pena dar uma lida neste post do Ricardo Freire.
Agora vamos a uma volta por regiões...
MIDTOWN
- Delphinium Home – coisas para casa - 653 9th Ave (entre 45th and 46th Street)
- Dylan's Candy Bar – loja de doçuras - 1011 3rd Avenue (na linha do Central Park, lado leste)
- Universal News - Revistas de todo o mundo – 6ª av entre 56 e 57
- Fast Fashion – a Forever 21 é a mais jovem e baratinha das redes de Fast Fashion. Vale a visita.
LOWER MANHATTAN
O Lower East Side atrai jovens com muita atitude e pouca grana. “O povo é cool, lança tendências e tem aquela vibe de filmeB-underground-indie”, como define a TheresaChammas, do blog fashionismo. É um clima meio Baixo Augusta, pra dar uma referência bem paulistana.
Vale andar pelos quarteirões entre Allen Street, East Houston, Essex Street, Canal Street, Eldridge Street, East Broadway e Grand Street. Na Lodlow Street tem alguns barzinhos interessantes
Um pouco acima, uma lojinha de objetos e tranqueiras: Exit9 - 64 Avenue A (east).
SOHO
Em Nova York, você vai ver várias lojas de cada marca, desde Urban Outfitters até Diesel e Zara. E é no Soho onde ficam muitas das melhores filiais de cada uma delas. Aconselhamos a visita em dias de semana, nos finais de semana as ruas lotam de turistas.
A maioria das lojas fica entre Broadway, West Broadway e Spring.
- CB2- fundesign – 541 Broadway – entre Grand e Howard
- Loja MOMA do Soho - 81 Spring St – objetos de design
- Phaidon Soho - A editora britânica publica livros maravilhosos, com impressão impecável e assuntos bem bacanas que sempre envolvem cultura e criatividade. 83 Wooster Street (entre Prince e Spring)
- Scout Vintage Shirts – várias, diversas camisetas vintage organizadas por cor. 227 Milberry street
- Allsaints Spitafields – loja com interior muito interessante, roupas com corte bonito, neutro, lembra um pouco a Osklen, mas é mais urbana – 512 Broadway
- The New Museum – é o museu do momento em NYC.
- Pearl – loja de materiais de desenho e pintura, com cinco andares - 308 Canal St. (perto da Broadway)
- Yellow Rat Bastard - loja de camisetas e afins - 478 Broadway (entre Broome e Grand st)
- Urban Outfitters – a loja que todo mundo ama tem vários endereços em Manhattan. Dois que merecem a visita: 628 Broadway (com Blecker St.) e 212 na 14th (com 16th).
- Topshop – a famosa marca britânica, por incrível que pareça, só tem uma loja na cidade: 478 Broadway (com Broome St.)
Papelarias no Soho:
- Kate's Paperie (72 Spring Street entre a Crosby & Lafayette Streets)
- Papyrus (73 Spring Street entre a Crosby & Lafayette Streets) flagshipstore fica no Soho
- Crane & Co (59 W 49th Street, entre 5th &6th Avenues)
- The Ink Pad (22 8th Avenue, entre Jane & W 12th Streets) carimbos
- Smythson (4 W 57th Street)
EAST VILLAGE
Giant Robot – galeria e loja 9th st, 437
WEST VILLAGE
West Village – é onde andam os nativos da cidade.
Meatpacking District é outro ambiente que está crescendo. O Highline Express (529 West 20th Street) era um viaduto abandonado que foi revitalizado e virou uma passarela. Na região, ruas de paralelepípedo e o Chelsea Market. Lojas abrem por volta das 11h.
Bleecker Street – começar na 14th Street. Nos findis tem feirinha de bijus e vintage. Padaria famosa.
- Mxyplyzyk – loja de objetos e design - Greenwich st, 125
- Flight 001 – loja só com coisas para viagem, desde nécessaires até guias, tags para malas e coisas mil - Greenwich st,96 (dica: ir pelo metrô 34 – lugar bom de comprar, lojas ficam abertas até tarde)
- Jonathan Adler – loja de design – Greenwich st, 37
- Charming Wall – galleria de arte contemporânea – 4th st, 191 west
- The Ink Pad – loja de carimbos – 8th av., 22 west (esquina com 12th st)
Chelsea (área das galerias de arte)
São 230 galerias de arte, que vão da rua 13 a 29, no West Side. Um dia de visita é pouco para conhecer tudo isso, mas para quem ir direto ao assunto pode passar a Décima Avenida, começar a imersão na rua 20 e ir até a rua 26.
- Por ali também, Black Comme des Garçons – 112 Tenth Av, com 17th
- Jonathan LeVine Gallery - 529 West 20th Street, 9th Floor
- Tony Shafrazi Gallery - 544 West 26th Street
- Joshua Line Gallery - 548 West 28St 3rd Floor
UPTOWN
Madison Avenue - O pedaço que vai da 57th Street até a 82nd Street é a região dos fashionistas riquinhos. São 25 quarteirões de boutiques chiquérrimas e lojas de designers famosos.
5thAvenue:
- Apple – quase no Central Park
-Abercrombie – n.720
- Fao Schwartz (brinquedos) – n.767
BROOKLYN
Williamsburg , no Brooklyn, definitivamente é o bairro-tendência! Pra ir, pegue o metrô linha L (cinza) e desça na Bedford Avenue, a primeira depois de atravessar o Rio Hudson. Lá, é só andar pra todos os lados, observando tudo e todos.
A região é cheia de brechós, e aos sábados e domingos (das 12 às 20h) tem uma feirinha de artistas locais, “artists & fleas” - 29 North 6th St between Bedford Ave and Berry St
- Beacon's Closet – o maior brechó de Nova York, com mais de 500 metros quadrados. 88 North 11th Street ou 92 5th Avenue
DOWNTOWN
Eu particularmente não gosto de outlets (e achei esse um horror, como todos os outros!), mas muita gente ama de paixão. Então vá lá, se não quiser sair de Manhattan, pegar ônibus, passar o dia fora, vá ao Century 21. Fica pertinho de onde era o World Trade Center.
Loja da Gica
Ok, é uma lojinha pequena (bem pequena!), imagino que pode ficar mais legal depois que tiver mais produtos. Mas ainda assim achei encantadora a proposta da Loja da Gica: "essa é a loja mais legal do mundo porque só vende o que eu gosto". Tudo muito simples, muito simpático, como parece ser a dona.
Lembrei de uma frase que li ainda ontem na biografia do Polanski: "De tempos em tempos, penso no público, mas não me preocupo muito com ele. Você não pode querer servir um grupo imaginário de pessoas. Você tem de satisfazer o próprio gosto".
prohormones for sale
Brincando de comer
Estes dias eu tava lendo sobre a arte de inventar brincadeiras para enrolar (ops, alimentar) crianças. Enquanto o pequeno quer porque quer descer da cadeirinha pra brincar lá fora, os pais se esmeram pra inventar historinhas mil que façam a criança se interessar pela comida. E que ninguém ouse dizer que estes joguinhos não são uma mão na roda! Pra ver detalhes e até comprar, só clicar aqui.
Básico e necessário: o que faz um designer gráfico
Lembro na época da faculdade, aquela discussão infindável... "o que é design?" Hoje em dia já falam disso até na novela das 8! Mas, vamos combinar, a maioria das pessoas continua sem saber o faz um designer gráfico. Taí um bom vídeo explicando (Projeto dos formando da UEMG - turma 2010).
Reciclagem de fraldas
Agora que vou ser mamãe fico pensando no lixo que vou produzir só com fraldas descartáveis. É muita, muita fralda a ser jogada no meio ambiente! O que fazer? Voltar à época dos paninhos? No way, né? Acho que a consciência vai pesar, não tem jeito.
Mas uma coia que me deixa um pouco mais tranquila é saber que logo isso vai ser um problema resolvido. Ou pelo menos assim espero, depois de ouvir esta notícia: uma empresa canadense, a Knowaste, inaugurou uma usina de reciclagem de fraldas descartáveis (e ainda produtos de higiene feminina e incontinência para adultos). E esta, no reino Unido, é só a primeira das cinco previstas ao longo de quatro anos para o país.
Especializada em reciclagem de resíduos de produtos de higiene absorventes, a empresa prevê que a nova central vai evitar a emissão de 22 mil toneladas deCO2 por ano.
Cerca de três bilhões fraldas descartáveis são usadas no Reino Unido anualmente, volume responsável por metade dos resíduos de produtos absorventes gerados no país.
A ideia é recolher os produtos de higiene absorventes usados, esterilizar o plástico e as fibras que os compõem e então transformar em novos produtos, como madeira plástica, telhas e novos materiais de absorção.
Fica pra próxima gestação reciclar as fraldinhas do bebê... mas já é um começo.
(Via Planeta Sustentável)
Loja 8-bit
E quando a gente acha que a modinha dos pixels 8-bit vai passar, não é que aparece uma loja todinha baseada neles? Chama Anrealage e fica em Harajuku, Tokyo. Além das roupas e produtos, a decoração é a caráter.
Aliás, sobre o assunto, já falamos aqui em óculos pixelizados, nestes quadros muito inspiradores da Laura Bifano, em uma coleção de tênis da Puma e ate neste vídeo divertido.
Exposição re.vo.a.da, em Floripa
Já falamos do Viti aqui na Fresta. Sei que sou suspeita, ele é meu marido e pai do Leonardo, o serzinho que está na minha barriga. Ainda assim, ouso dizer que este é o momento mais interessante da arte dele, e estou apostando demais na exposição re.vo.a.da, que abre na próxima terça, dia 29 de novembro, na Galeria Cor (SC-401, 7587).
Pra não ficar só nas minhas palavras, o que andam dizendo. Ah, e vale o play também!
re.vo.ar
(re+voar) vint
1 Tornar a voar; voltar voando ao ponto de partida; voejar: "...nuvens de abelhas revoam" (Aluísio Azevedo).
2 Alar-se, pairar, voar por um sítio muitas vezes:Semelhava um desses graciosos gênios que revoam nos cantos maravilhosos.
3 Agitar-se; nascer: Maus pensamentos lhe revoavam na alma.
A produção de Viti encontra-se em um momento livre, e ao mesmo tempo, contido.
Livre, já que o artista dividia-se entre as dualidades âncora/pássaro, feminino/masculino, mundano/fabuloso e, na fase atual, tomou para si o voo do pássaro.
Viti escolheu o feminino como elemento representativo e mergulhou no mundo fabuloso. A liberdade de ser pássaro exigiu do artista grandes dimensões, como são as telas criadas para sua próxima exposição individual, com o título REVOADA, que ele apresenta em novembro na galeria Cor, em Florianópolis.
Contido, pois o artista, que reside há cinco anos na Ilha de Santa Catarina, parece ter-se dado conta de suas limitações geográficas, e transfere essas fronteiras firmamento/oceano para suas telas, de onde emergem suas figuras femininas em planos azuis turquesa que ora representam céu, ora representam mar.
Contido também em seus traços, que, diferente do que foi proposto na Exposição Dilúvio (Janeiro de 2010 com Carlos Dias), agora deixa de lado a pintura somente gestual e pinta também, com meticulosidade, detalhes que se assemelham à arte do retrato.
Depois de percorrer os caminhos sugeridos por suas obras, a impressão que fica é que o artista realmente pousou de vez na pintura e, que em seu voo, Viti está cada vez indo mais alto.
Quem vai continuar peludo?
Muito boa a ação da Proximity BBDO para os aparelhos de barbear Gillette Fusion e Gillette Venus. Simplesmente espalharam centenas de toalhas como estas em parques da Alemanha. Depois dessa não dá pra sentar tranquilo com os pelos saindo pra fora da camiseta, né?